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Nesta quinta-feira (27), a Billboard Latin publicou uma matéria exclusiva com J Balvin, que lança seu próximo clipe, Rojo, na virada dessa quinta para sexta-feira (28).

Em entrevista à jornalista Leila Cobo, J Balvin falou tanto sobre as novidades da sua carreira, quanto sobre o passado. Por exemplo, seu design próprio de tênis com a Air Jordans, a primeira vez que a marca assinou com um artista latino. “Isso é um grande acordo cultural”, disse minutos antes do Super Bowl, onde apresentou seu hit Mi Gente durante o set de Shakira e Jennifer Lopez. “Um dia eu percebi que na Colômbia, Shakira é a cara do pop, Juanes do rock, Carlos Vives do vallenato*, mas faltava o gênero urbano. Foi nesse momento que eu decidi fazer isso. Eu disse ‘vamos conquistar o mundo'” – e tem conseguido.

Como a própria matéria destaca, Mi Gente (2017) tornou-se a primeira canção em espanhol a atingir o topo do Spotify Global, além de conquistar o número 3 na Billboard Hot 100 com o remix de Beyoncé. Em 2018, foi a vez do hit número 1 I Like It, com Cardi B e Bad Bunny. Em 2019, então, ele se tornou o primeiro latino a ser headline do Coachella – além de ser o segundo artista com maior visualizações no YouTube em qualquer idioma (o primeiro é Alka Yagnik, indiano).

Agora, o próximo passo é o lançamento de Colores, novo álbum do artista, que tem como objetivo mostrar que ele não é “apenas” um artista de grandes parcerias. “Um dos meus grandes objetivos é ser bilionário. Não por conta do dinheiro – não é como se você pudesse voar em dois jatinhos privados ao mesmo tempo se você tiver um bilhão de dólares no lugar de 100 milhões”, disse. “É sobre fazer um comunicado: sim, nós podemos. Carlos Slim [empresário, quinto homem mais rico do mundo] é um bilionário no México, ótimo. Mas nós estamos falando sobre bilionários no mundo do entretenimento – como Jay Z, que tem sido uma inspiração para mim. Por que não tem um latino ali?“, pontuou. A matéria ainda diz que, apesar do desejo ambicioso do colombiano, ele segue por um caminho mais “low-profile”. Não bebe, não sai muito para festas e está sempre rodeado de amigos: “(…) Para eles eu não sou Balvin, sou José”.

Ainda sobre o próximo álbum Colores,J Balvin revelou que a inspiração veio de 2016. Na época, trabalhando no estúdio com Pharrell Williams em Safari, o produtor disse: “Tente fazer um álbum como Michael Jackson. Dez faixas, todas hits com os vídeos mais icônicos”, relembrou o colombiano. Colores será assim: dez músicas acompanhadas de um clipe dirigido por Colin Tilley (Kendrick Lamar, DJ Khaled) e contará com imagens “psicodélicas” do artista Takashi Murakami. “Adoro colaborar, mas álbuns são criados para ter conceitos e mundos. Eu dediquei toda minha energia na criação dessas 10 músicas e 10 vídeos“.

A Billboard também falou com o empresário de Balvin, que há pouco tempo não sabia quem era ele. Scooter Braun, conhecido por ser empresário de Justin Bieber, Ariana Grande e Demi Lovato, contou que um dia o colombiano foi até ele, quando estava junto com Bieber. “Ele veio até nós apenas pra dizer que era muito fã da música de Justin e do meu trabalho como empresário. Eu não sabia quem ele era, mas tinha algo ali sobre sua personalidade e carisma que me fez querer manter contato. Nós trocamos números de telefone e nos tornamos amigos, sem expectativas de trabalhar juntos”, revelou Braun. Depois de um tempo, os dois tiveram a mesma vontade. “Eu tive um grande momento onde Ed Sheeran, amigo meu, disse ‘você tem J Balvin? Ele é gigante!’. Ele é enorme em todo o mundo. Muita gente nem sequer dá conta do quão grande ele é“, finalizou.

O tema sobre depressão e ansiedade também veio à tona. Há cerca de seis meses, Balvin começou a falar publicamente sobre sua batalha com esses dois estados. Apesar de vermos cada vez mais celebridades globais falando sobre essas questões, como Justin Bieber, Demi Lovato, Kanye West, Selena Gomez, no mundo latino nunca se falou disso. “Eu quis apagar aquela linha que foi desenhada no mundo do entretenimento que artistas são pessoas perfeitas com uma vida absolutamente fantástica. Não é assim. Há um ser humano atrás desse personagem e ele tem sentimentos. Ele sofre, tem amigos, inimigos, problemas… Minha melhor visão de artistas é quando os humanizo”.

Clique aqui para conferir a matéria completa [em inglês].

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